quarta-feira, 27 de abril de 2016

Vanguardas artísticas modernistas: Jean Arp

Conheça uma página eletrônica com dados sobre Jean (ou Hans) Arp, artista plástico que foi um dos fundadores do Dadaísmo, posteriormente se vinculou ao Surrealismo e mais adiante seguiu outros rumos.
https://www.artsy.net/artist/jean-arp

Aproveite e explore outras páginas do Artsy (https://www.artsy.net).

segunda-feira, 28 de março de 2016

A "maleta mexicana": a Guerra Civil Espanhola por Capa, "Chim" e Gerda Taro

Vídeo sobre exposição relativa ao material encontrado na "maleta mexicana"  - cerca de 4.500 imagens fotográficas da Espanha da Guerra Civil, feitas por Robert Capa, David Seymour  ("Chim") e Gerda Taro.

sábado, 10 de agosto de 2013

GUERRAS E TECNOLOGIA: OS AVIÕES

Na aula de História Contemporânea 1  de 9 de agosto, quando comparávamos os dois conflitos mundiais (1914-1918 e 1939-1945), surgiram questionamentos quanto ao papel dos aviões nos combates e inclusive uma dúvida quanto ao "pioneirismo" de seu uso militar.
As dúvidas quanto a pioneirismos são sempre difíceis de sanar, não raro envolvendo polêmicas (ver o caso da própria "invenção do avião"...). Mas houve uso de aviões com fins militares antes mesmo da Primeira Guerra - caso da guerra ítalo-turca, em 1911. O jornal O Estado de São Paulo publicou matéria sobre isso em 14 de dezembro de 1911:




O piloto italiano Giulio Gavotti foi destacado pela imprensa por sua atuação naquele conflito.
Abaixo, registro fotográfico de Gavotti e seu avião, na Líbia, em 1911.



quarta-feira, 24 de abril de 2013

1980: greve na Polônia e a luta operária por autonomia e melhores condições de vida

A demissão de uma importante líder operária, Anna Walentynowicz, teria contribuído para articular a greve dos operários do Estaleiro Lênin, em Gdansk, Polônia, que em agosto de 1980 manifestaram suas reivindicações a partir de uma lista de 21 pontos.



As reivindicações são muito esclarecedoras quanto às questões vividas pelos operários e que mais os mobilizavam. Entre as reivindicações:
. sindicatos livres, independentes do Partido Comunista e das empresas estatais;
. garantia do direito de greve e de segurança para os grevistas;
. garantia de liberdade de expressão, de imprensa e de edição;
. devolução de direitos a trabalhadores demitidos em função de greves anteriores, libertação de presos políticos, fim da perseguição a pessoas em função de suas convicções;
. aumento de salário e garantia de compatibilização com o aumento de preços;
. seleção de gerentes e diretores baseada na qualificação e não na ligação com o partido comunista;
. redução da idade da aposentadoria (para homens e mulheres);
. dia de descanso aos sábados;
. número razoável de vagas em creches para crianças de mães trabalhadoras;
. retirada do país da crise econômica em que estava mergulhado, disponibilizando as informações a este respeito e permitindo que todas as classes sociais participassem da solução dos problemas.
O texto completo das demandas pode ser lido (em inglês) aqui.

1989: as eleições polonesas e o Solidariedade



Em 1989 a Polônia promove eleições que permitirão a disputa do Solidariedade com o Partido Comunista polonês. O Solidariedade havia surgido como um sindicato (o primeiro sindicato livre, não ligado a partido comunista, dos países que integravam o bloco soviético no leste europeu), a partir de importantes movimentos grevistas ocorridos em 1980, que reivindicavam melhores condições de trabalho e vida para os operários. Lech Walesa, líder operário ligado a um dos principais focos da greve de 1980 (o estaleiro de Gdansk), foi um dos fundadores do Solidariedade e tornou-se presidente da Polônia entre 1990 e 1995.

Leia aqui o testemunho de Anna Husarska, uma jornalista que trabalho no jornal diário do Solidariedade durante aquela eleição de 1989.

1989: a "queda" do Muro representou o fim do Stalinismo?

Berlinenses de Berlim Oriental logo após a abertura do Muro de Berlim, segundo Timothy Garton Ash: 

"Eles podiam ser pessoas comuns fazendo coisas banalíssimas, mas os berlinenses perceberam imediatamente as dimensões históricas do evento. ‘É claro que o verdadeiro vilão foi Hitler’, disse um deles. Um bilhete preso a um pedaço remanescente do Muro dizia: ‘Stálin morreu, a Europa vive’. O homem que contara 28 anos e 91 dias disse-me que havia ficado muito emocionado com um cartaz improvisado no qual se dizia: ‘Só hoje a guerra acabou de verdade.’ " (ASH, Timothy Garton. Nós, o povo: a revolução de 1989 em Varsóvia, Budapeste, Berlim e Praga. S.Paulo: Companhia das Letras, 1990).

Em 1989, em sequência, caem os regimes dos vários países ocupados pela União Soviética após o término da Segunda Guerra nos quais havia emergido o sistema político de partido único comunista, entranhado na estrutura estatal. Para alguns alemães, era o verdadeiro fim da Segunda Guerra (encerrada, formalmente, em 1945), que dividiu a Alemanha em duas. Para outros, era a verdadeira morte de Stálin, a principal autoridade política soviética entre 1928 e 1953: a morte física de Stalin, em 1953, com 73 anos, não teria sido suficiente para cessar a herança stalinista e seus efeitos."‘Stálin morreu, a Europa vive": a abertura do Muro de Berlim era interpretada como a morte simbólica do stalinismo. Mas stalinismo e comunismo eram sinônimos? E a perspectiva stalinista teria mesmo se extinguido em 1989? 

Stalin foi (e é) admirado e criticado. A herança stalinista ainda está em debate e é tanto criticada como defendida. Para comunistas de ontem e de hoje, o stalinismo é um tema inescapável: foi um "desvio" do verdadeiro comunismo? foi necessário para garantir a revolução e suas conquistas?

Giorgy Lukács, um importante filósofo e teórico marxista húngaro com trajetória no partido comunista da Hungria,  em 1963, dez anos após a morte de Stálin, no documento conhecido como "Carta sobre o stalinismo", deixou claro como Stalin e o stalinismo são temas complexos e difíceis para a tradição revolucionária de viés marxista.

Para Lukàcs, Stálin, após a morte de Lênin, "se revelou um estadista notável e que via longe", salvando a revolução soviética ao defender (contra Trotski) a teoria leninista do socialismo em um só país. Ainda para Lukàcs, ao firmar o pacto com Hitler, em 1939, "Stálin adotou uma decisão substancialmente justa, do ponto de vista tático", mas errou ao tomar essa posição como "critério de princípio da estratégia internacional do proletariado". E Lukàcs critica o método stalinista de transformar " que seria "objetivamente inevitável em uma situação revolucionária aguda" em práxis cotidiana, gerando, no regime soviético, um permanente estado de sítio.

Conheça aqui  uma versão em português (com problemas de tradução e digitação, mas...) do texto integral da "Carta sobre o stalinismo".


  

domingo, 2 de dezembro de 2012

Processos do Pós-45: Consumismo



O último dos Processos do Pós-45 que vamos analisar é o Consumismo.



Vivemos em uma sociedade de consumo, como se convencionou denominá-la, em razão de sua característica mais proeminente. De uma sociedade produtora, passamos a uma fase em que a maior parte da população dedica-se apenas a consumir.

Consumimos produtos, serviços, cultura e até memórias, tudo isso em uma impulsividade sem precedentes. O Consumismo seria então o consumo desenfreado, quando se consome mesmo sem haver necessidade.

Ou melhor, a propaganda agiria para “criar” necessidades, atingindo o público alvo de acordo com o produto que se pretende vender.

Interessante analisar as propagandas veiculadas na Revista “Reader’s Digest”, entre as décadas de 40 e 50, nas quais podemos ver os mecanismos utilizados para não só vender novos produtos mas também criar novos hábitos na população.











Texto elaborado por Antonio Shigueo Nakazima Junior
(voluntário do projeto de extensão "A aventura do documento")